adri
my best friend's wedding
depois de menos de quatro horas de sono, toca o despertador: são quatro da manhã e é o dia do casamento da cris! arrumo a cama, cuido das mimicas, tomo banho, coloco jeans, camiseta, bota (tá frio!), termino de arrumar a mochila, passo metade da maquiagem, pego o vestido, e às dez pra cinco estou a caminho de congonhas, pelo caminho mais comprido só porque eu acho menos amedrontador. cinco e vinte deixo o carro no estacionamento do aeroporto, faço o check-in na maquininha e não preciso pegar a fila quilométrica pra despachar bagagem porque, ó, por uma vez na vida, não preciso despachar nada, que felicidade! quase durmo na sala de embarque. ao invés disso, como um pão de queijo e tomo um iogurte batido com abacaxi e coco. tudo antes das seis da manhã. e vamos embarcar! a gente sabe que o dia vai realmente ser diferente quando entra o padre marcelo no avião e senta justamente na mesma fileira em que a gente já está quase dormindo. o padre passou a viagem toda conversando com um carinha que me pareceu um jovemdrogatitoproblemático. queria pegar autógrafo pra ju, pra shi, pra fatinha, mas eu estava absolutamente semi-dormida!
cheguei no rio às sete e meia. o avião não atrasou, não precisou pousar no galeão por conta de tempo ruim, e não foi cancelado. o casamento começava às nove e meia e era do lado do santos dumont, em botafogo. li meu livrinho companheiro de viagem, e às oito e quarenta e cinco fui pro banheiro de deficiente, onde tem espaço suficiente pra tirar a roupa toda e colocar na mochila, antes de vestir o vestido e o sapatinho do casório. passei o resto da maquiagem, corri pro guarda-volumes, onde deixei mochila e cabide, e peguei um taxi.
o taxi andou um pouquinho e chegou numa rampa. subindo a rampa, no meio da cidade, abre-se um caminho de pedras no meio de um bosque. incrível! a cris casou no meio do verde, em plena cidade. que lugar LINDO! fui a primeira a chegar na igreja, que era realmente do ladinho do aeroporto. dois minutos depois, chega o rô, irmão da cris, que me deu o primeiro super abraço do dia. como é BOM rever gentes queridas! puuuuts! conversamos, rimos, conheci a filhinha dele (que estava LINDA de daminha), conheci a gi, e a igreja foi enchendo e eu fui conhecendo as pessoas todas amigas do casal. chegou o marcelinho (irmão mais novo da cris, que de 'inho' não tem mais nada), chegou o noivo, chegou um senhor bem velhinho amigão do pai da noiva há mais de 35 anos. e começa o casório!
entra o noivo übernervoso, entram os padrinhos, entram a daminha e o pajem, entram a mãe da noiva e a mãe do noivo. cada qual com sua música. e aí entra a cris. linda. feliz. linda. linda. linda. a coisa MAIS linda! ave maria. o pai ao lado, chorando muito. ela tentando se controlar a todo custo pra não chorar. eu todamegaemocionada. quer coisa mais maravilhosa, mais exultante, mais incrível que o dia do casamento de duas pessoas que se amam e sonham em casar? ver as pessoas queridas tão emocionadas e felizes não tem preço.
o padre, todo moderninho, fez todo mundo rir horrores e eu o adorei. a cerimônia foi rápida e divertida. a igreja estava lotada de gente querida do casal! tinha gente de todos os tipos, de todos os jeitos, todos com mil e vinte sorrisos no rosto -- tudo tão gostoso de se ver! tão BOM poder fazer parte! e fomos todos pra festa. felizes.
comemos, conversamos, rimos. abracei a cris um monte. somos melhores amigas que se vêem pouco e que não têm tanto contato. relembramos a última vez que nos vimos, quando ela foi passar uns dias em noronha em meados de 2007. ela e o thi tinham acabado de começar a namorar! revi os pais da cris, e eles ficaram tão contentes em me ver ali! 'obrigada por ter vindo!' ah... eu é que agradeço por poder estar aqui, compartilhando tanta alegria! fiquei sabendo das novidades todas, conheci as cunhadas da cris, e de repente aparece alguém que eu não conheço, vindo falar comigo: 'ni, nem acredito que você está aqui!' e eu com cara de interrogação total. era a rê, amigona da cris de depois de angola. uma simpatia, ela! veio me contar que me adora, porque a cris sempre sempre sempre falou muito de mim. veio me contar de como morria de ciúmes porque eu era a melhor amiga da cris e não ela, quando tínhamos dezesseis anos. veio me contar novidades e velhidades. rimos um monte juntas! e aí veio a cris, me levar pra pista: 'vamos dançar!' logo eu, né?
a cris estava eufórica. rs. pudera! e eu ali, 'a melhor amiga da noiva'. em cinco minutos, conheci todas as melhores amigas da cris, e o melhor amigo do thi, e a sogra dela, e a irmã do thi, e mais gente, já que estava todo mundo dançando. ô delícia! eu tava meio tímida -- pode ser temível ir a uma festa de casamento sozinha, onde você só conhece a família da noiva, mas ali, naquela hora, a festa se tornou um lugar cheio de conhecidos queridos que me conheciam, mesmo que eu não os conhecesse. e dançamos e dançamos e dançamos. a cris em êxtase, o thi puro sorrisos, os amigos felícíssimos. vamos comemorar a felicidade, o amor, as gentes queridas!
e nada como ser das poucas solteiras numa festa cheia de homem, né? vivi momentos de poli e fez um bem pro ego que nem te conto! porque, apesar de serem muitos os adjetivos que se aplicam a mim (o mais frequente deles sendo 'baixinha'), bonita não entra nessa lista. mas nada como estar em visível desvantagem numérica pra que essa sensação suma...
comemos, dançamos, nos divertimos, e já são quase três da tarde, socorro que tenho que pegar um avião de volta pra casa! dá-lhe se despedir de todo mundo, chamar um taxi, pegar um bem casado, e rumar pro santos dumont. eu estava tão, mas tão mais feliz do que quando cheguei! o avião atrasou quase duas horas, por causa de uma falha mecânica, e eu nem liguei. passei o tempo todo naquele estado semi-adormecido em que a gente descansa e sonha ao mesmo tempo. sonhei com a cris e o thi e o rô e o má e a vera e o célio, essa família tão especial, tão querida, tão incrível que sempre me acolhe como se eu fizesse parte desse núcleo lindo!
obrigada, papai do céu, por me deixar compartilhar esse dia tão especial-lindo-maravilhoso-feliz com gentes amadas! obrigada, obrigada, obrigada! ano que vem prometi pra cris fazer uma visita com mais calma. enquanto isso, agradeço e agradeço. e sorrio aos montes!
*cansada, com sono, feliz. feliz. absolutamente feliz.*
adri
papai noel
notícias? todas e nenhuma.
o twitter me pegou de vez e tá quase matando o blog... é mais fácil escrever lá. não precisa nem pensar! ha ha ha :-D o twitter não tem espaço pra desenvolver idéias, mas tem interação muito mais rápida. além disso, ele desafia a minha verborragia, com seu limite de 140 caracteres.
fiz dois pedidos pro papai noel. tomaaaaaaaaara que ele trabalhe bastante comigo pra realizar as duas coisas. tomaaaaaaaara!
ando apaixonada pelo polar que a rê me trouxe. e pelas aulinhas de bike, que é onde o polar me ajuda, né? as aulas de segunda e sexta são as melhores, por um motivo curioso: as músicas das aulas são EXATAMENTE aquelas que ouvi no dia anterior ou no mesmo dia e pensei que podiam tocar durante a aula. é sério. é a terceira vez que isso acontece. acho que o professor e eu temos algum tipo de sintonia musical mental. hahahahaha. coincidências à parte, músicas bacanas fazem as aulas serem MUITO melhores :-)
tantas outras coisas acontecendo... tantas outras coisas pra contar! algumas de doer o coração, outras doces como chocolate. e vamos que vamos... (promessa mental de contar mais nos próximos escritos.)
adri
uau
absolutamente sensacionalíssimos. quero TODOS no meu aniversário, já que é impossível escolher um, dois, três ou quatro, só! impossível. *sonhando com todos os temas MUITO legais que têm a ver comigo*
adri
oh happy day!
. aniversário da minha schwesterli! a coisa mais linda e querida do mundo, ela! as felicidades todas, eu desejo seeeempre!
. a cada dia um novo filme. o melhor até agora foi o da segunda: the soloist. recomendo.
. tomei a maior coragem dos últimos dez anos e tou relendo coisas. obrigada, papai do céu! os desafios são a melhor coisa, quando a gente não tem outras coisas que possam brigar por esse posto na nossa vida! hoho.
. ganhei um presente todo especial antes de ontem, e aí hoje mais um. olha o natal antecipado, que coisa linda!
. descobri o facebook, e com ele todas as pessoinhas de uma vida anterior, quando eu estudava em tempo mais que integral num outro mundo. e me disseram que lá já está nevando, de novo! daqui a pouco chega a época dos menos trinta e dois graus. afe. tenho saudades, sempre, claaaro!
. a vaninha finalmente - finalmente, finalmente! - entrou em contato. torçam mais que lavadeira em beira de rio, como diz o rica, please! enquanto isso, eu me (con)torço.
. agora vou ler a susanita, porque fiquei curiosa! e vamos pra cama em breve, sim? é preciso descansar pra aproveitar melhor os dias todos! amanhã tem almoço com o rica e com a cris. iêêêêi!
. sim, sim, sim: todos os sorrisos e os ânimos e os pulinhos de alegria agora! :-) e sempre! :-)
. saudaaaaades, juju! volta logo, morenaça-amiga-irmã-queridíssima!
adri
sobre dor e medo (pensando em alguém)
sobre a dor e o medo: eu acho que a vida é como o mar. exatamente como o mar. é linda, azul, maravilhosa. é quente, reconfortante, cheirosa, tem cores (e peixinhos! e surpresas!) aos montes. é grande e imensa. é casa. é desafio. é limite. é felicidade. é ondas. é plenitude. é união. e as pessoas vêem na vida aquilo que vêem no mar. alguns gostam, outros não. alguns aproveitam, outros não. alguns enfrentam, outros não. alguns nadam, outros velejam, outros apenas olham de longe. eu me jogo. sempre me joguei. faz parte da minha personalidade, sabe? amo o mar assim como amo a vida. além disso, sou curiosíssima e gosto de fuçar o desconhecido. assim, entro no mar e depois vejo no que vai dar. claro que se as ondas estiverem imensas, eu espero um pouco antes de me aventurar. não gosto de riscos grandes demais. mas, se eu achar que posso encarar o que vejo, entro na água, com ondas ou sem ondas, porque quero sentir o gosto e o balançar de cada mar que encontro. quero sentir. quero descobrir. não só o mar, mas a vida. gosto de enfrentar os medos e acho que é pra isso que eles servem. e se eu achar que depois da onda que pode me machucar há montes de peixinhos, eu atravesso a onda, porque eu quero ver as cores dos peixes. quero brincar e nadar com os peixes. se eu pudesse, eu iria querer morar ali embaixo d'água, no meio do mar.
não entendeu? explico: a vida como eu vejo/sinto/penso é feita de saciar curiosidades, de romper barreiras, de sorrir com as pequeninas novidades, de nadar sempre em busca dos peixinhos amigos e dos novos peixinhos e das ondas e do balanço e da paz. eu me jogo nisso, sempre. gosto não só do encontro, mas da busca. da eterna busca. porque depois que a gente encontra o que busca, surgem mais mil coisas pra buscar dentro daquilo. como quando a gente encontra uma casa nova e, findada a busca pela casa, começa a procura pela decoração que queremos, pela atmosfera que sonhamos, pelas pessoas que desejamos que estejam ali compartilhando a casa e os projetos e as vontades com a gente. toda busca termina num encontro que resulta em muitas outras buscas, e pra mim a vida é feita disso: de se divertir e ser feliz com todas as procuras e todos os encontros. cada busca encerra dentro de si a possibilidade de dor. sempre. a dor de não se encontrar o que quer. a dor de pensar que se encontrou algo valioso quando isso não aconteceu. a dor de se frustrar com o tempo gasto numa busca que pode parecer infrutífera. a dor de querer desistir. há mil e vinte e duas coisas que podem dar errado em qualquer busca. ainda assim, eu JAMAIS consigo desistir de procurar. porque já achei muitas coisas, e sei o tamanho da alegria envolvida nisso. o tamanho da felicidade e da plenitude em encontrar um por-do-sol fantástico num dia de verão completo. a sensação de união com tudo ao acordar num dia gostoso depois de um sonho bom. o sorriso incessante ao estar do lado de quem se ama. a delícia de um abraço que me transporta pra casa sem que eu esteja lá. o incrível sentimento desperto quando consigo entrar e viver e respirar uma música sensacional. a vontade de fazer as pessoas todas tão felizes quanto eu me sinto quando cada pequena busca se transforma em encontro. e é por isso que eu me jogo. me jogo em direção da possibilidade de dor porque a beleza e o encantamento e a felicidade que podem advir desse ato são imensos! e, se eu puder ter essas coisas, de que importa a dor? eu gosto das dores que dão frutos coloridos e cheirosos e deliciosos.
o porém: só que não consigo ser uma pessoa inconsequente. o fogo é lindo e dá vontade de pegar, mas logo que percebemos que ele nos queima, nos contentamos em olhar pra ele sem tocá-lo, né? por mais bonitas que sejam as chamas, a dor de encostar nelas faz com que qualquer beleza/encantamento/felicidade envolvidos não compensem. porque a dor é muito maior do que qualquer recompensa neste caso. nessas horas eu paro de me jogar. experimento de tudo, com a minha curiosidade incansável e inesgotável, mas se dói demais, me viro pro lado e vou experimentar outras coisas. não sei insistir em dor inconsequente, por mais persistente que eu seja. gosto de insistir nas dores que levam a algum lugar melhor; não nas que me podam/queimam/matam. tem dores que não valem ser enfrentadas, porque encerram apenas mais dores dentro de si, ao invés de alegrias e felicidades.
e então? então a gente tem que escolher a hora certa de entrar no mar pra aproveitar os peixinhos e o balanço das ondas, pra ser feliz. não entro na água se houver tempestade. se estiver frio demais. se as ondas forem maiores que eu. se alguém me alertar que ali naquele pedacinho do mar tem tubarão ou corrente forte. e assim é com a vida: a gente tem que saber escolher que batalhas quer lutar. que coisas quer encontrar. o que está disposto a perder, o quanto está disposto a se doer, o quanto se quer insistir em cada busca. eu sempre invisto tudo enquanto acredito que o caminho pode levar a algum lugar feliz. me jogo em qualquer precipício se houver a possibilidade de haver algo bacana ali embaixo. mas quando vejo que o caminho não me leva pra nada daquilo que busco, olho pro lado e sigo na busca do que realmente quero; não no caminho infrutífero. porque a vida é curta demais pra insistir nas coisas ruins. curta demais pra que a gente não seja feliz a cada passo, a cada respiração, a cada amanhecer e a cada vez que olha pro céu. curta demais pra insistir na dor que não leva a lugar algum. curta demais pra deixar de buscar aquilo que se quer pra valer.
adri
sobre a ausência
tem um caderninho azul aqui em casa que é onde tenho escrito as coisas que normalmente viriam parar no blog, então o jlh anda todo abandonadinho... liga não, logo isso passa ;-)
adri
and so it is
um amigo foi brutalmente assassinado. não sabemos ainda como aconteceu. é chocante pensar que não o veremos mais. é chocante pensar que gente como a gente pode morrer de forma tão violenta. tudo choca e acho que é por isso que escrevo. como quando o avi faleceu e eu precisei escrever pra entender, processar, e me perdoar por estar tão longe da família naquela hora.
o fuku sempre foi um cara bacana. ele sempre tinha um sorriso, uma palavra gentil, e/ou montes de ajuda pra todos ao redor. é essa a memória que mais fica dele. de quem ele foi e de como eu o conheci. ele me inspirou pra tanta coisa! e agora ele existe só na nossa lembrança. me choca, ainda, mas é assim que é.
meu primeiro contato com a morte foi em 83. eu tinha 7 anos e o meu bisavô 90 a mais. ele era muito lúcido, bem brincalhão, e tinha uma saúde de ferro, mas morreu dormindo, uma noite, em araçatuba. minha mãe me explicou tudo com muita calma. ela disse que, assim como toda hora surgem novas pessoas no mundo, em forma de bebês, toda hora também há pessoas que se vão. não como a gente, que ia pro paraguai e voltava nas férias. não. ela falava de gente que ia embora pra sempre, que deixava o corpo aqui pra enterrarmos, e cujo espírito ia pro céu, que era o que tinha acontecido com o vô capella. oh well. ela fez tudo parecer tão natural que eu não lembro do resto: não lembro de ninguém chorando, não lembro das pessoas tristes, não lembro de nada que não seja a explicação da mãe, o vô capela muito branco deitado dentro do caixão, e a minha roupa mais bonita, com a qual fui ao velório e ao enterro.
as pessoas que se foram depois eram todas não próximas, e tudo pareceu tão natural quanto quando eu tinha sete anos, até que o avi morreu. eu estava em ithaca, super longe de tudo e de todos, incapaz de estar ao lado da iaia, que era quem eu mais queria abraçar naquela hora, por achar que ela precisava de todo o conforto que a família pudesse dar. o avi estava doente faz tempo, e antes de viajar eu disse um tchau caprichado pra ele, achando mesmo que podia ser a última vez que nos víamos. sem saber muito o que fazer depois da rê me avisar que o avi ia ser enterrado no dia seguinte, mas não querendo ficar sozinha, liguei pra priya que, mesmo já estando escuro, pegou um ônibus e foi me ver, me dar um abraço, me levar pra caminhar e tomar um ar fresco, e conversar um monte comigo, primeiro sobre o avi, e depois sobre outras coisas. quando ela voltou pra casa, eu estava mais leve. ela me deu exatamente aquilo de que eu mais precisava: um colo, do jeito dela, extremamente eficaz contra a minha solidão e a minha imensa dor -- não pelo avi, mas por não poder estar do lado da iaia.
aí ontem chegou a notícia do fuku. tão surreal, tão chocante, tão crua. como pode alguém querido ser assassinado de forma tão brutal? alguém bom, sabe? alguém essencialmente bom e que sempre foi gostado e que sempre era alegre e que sempre tratava todo mundo tão bem e que sempre se dedicava a ajudar as pessoas todas e que sempre se preocupava, genuinamente, com as pessoas mais próximas. eu me inspirei tanto no fuku, tantas vezes! ele sempre foi alguém que realmente prestava atenção. que realmente cuidava. que realmente queria bem. que realmente estava por perto. que realmente ajudava. e ele se foi, assim, sem aviso e de forma extremamente violenta.
tínhamos nos visto logo depois de eu voltar de vitória, porque ele queria me entregar um presentinho que tinha trazido de nova iorque. comemos dimsum naquele dia, tomamos blooming tea, e conversamos montes, como sempre. o fuku sempre foi uma companhia fácil e agradável. ele me trouxe um dos muitos melhores presentes que eu já ganhei dele, porque o fuku, sempre atencioso demais, sabia exatamente como agradar as pessoas queridas todas. na segunda desta semana, ele ligou, dizendo que estava com um amigo no ping pong e que por isso tinha lembrado de mim. pedi que ele tomasse um blooming tea por mim e comentei da gente se encontrar neste finde, mas ele ia viajar pra minas por conta do feriado, e deixamos então nosso encontro pré-marcado pra depois disso, assim que tivéssemos um tempinho livre.
além de admiração, tive também outros sentimentos em relação ao edu. o maior deles de incapacidade de retribuir tudo o que ele me proporcionou, de me doar como ele a um amigo, e de jamais poder ter dado o que ele mais quis, sempre, que eu pudesse dar. me senti assim por muito tempo, até uns 5 anos atrás, quando o marinho me convenceu de que eu fazia o meu melhor e que deveria aproveitar essa amizade e torná-la bacana, ao invés de ter mil ressentimentos em relação a alguém tão querido. uma vez tomada a decisão, fazer isso foi muito fácil, e nossa amizade teve então seus dias mais tranquilos e gostosos.
eu continuo tentando me inspirar nele. no cuidado, na atenção, e no se doar às pessoas que quero bem. desde ontem tenho pedido ao papai do céu que cuide dele, desse meu amigo tão especial e querido, pra que ele possa descansar e estar bem, se isso for possível.
o fuku sempre estará muito vivo na nossa memória, nas nossas lembranças, nas nossas conversas. tenho fotos, um livro feito por ele especialmente pra mim, e um chaveiro de madeira onde ele gravou o meu nome, aduriana, em japonês, muitos anos atrás, no ano em que nos conhecemos. o edu foi a primeira pessoa a me notar no início das aulas da faculdade, e uma das primeiras pessoas a falar comigo naquela época. tenho lembranças de caronas, de cinemas, de trabalhos, de estudos, de tantos momentos compartilhados nessa época de poli! depois, tenho lembranças de dor, por um tempo, até que voltamos a cultivar a nossa amizade, o que aconteceu a partir de 2001, muito por causa dos blogs que trouxeram toda uma nova turma de amigos em comum. tenho lembranças de sorrisos, de batalhas (o fuku sempre foi muito ativo e batalhador!), de agrados, de presentes, de conversas, de escritos aos montes, de compartilhar dificuldades, de discussões filosóficas.
fico grata por ele ter-se ido nessa época de paz nas nossas vidas, e não na época de dor, como quase aconteceu. fico grata por tê-lo conhecido, por ter desfrutado da sua companhia e da sua bondade, da sua amizade e do seu bem querer. fico grata porque aparentemente ele não sofreu antes de morrer. o edu sempre soube que a gente deve fazer sempre o nosso melhor, e que deve aproveitar cada momento da melhor maneira possível. fico grata por ele ter conseguido colocar isso em prática antes de ir.
obrigada, amigo querido, por tudo! que você encontre a paz que merece, sempre! nós, que ficamos aqui, vamos sentir saudades, sempre! espero que consigamos, cada um do seu jeito, conseguir o que você sempre fez: aproveitar a vida e tudo o que ela nos traz, cuidando de nós mesmos e daqueles ao nosso redor. 
adri
agora...
... estou com um vestidinho todo gostoso, pensando em como gosto do calor, do sol, do verão (e do esmalte cor de uva que, por acaso, combina tão bem com o vestido de hoje)! quero usar vestidinhos muitos nestes próximos tempos (e aproveitar que não estou trabalhando pra me jogar nas cores todas das roupas e dos esmaltes)!
... me sinto mais leve, e não é só o verão e a roupa colorida; eu tou de espaço novo, respirando e aproveitando coisas redescobertas com as quais eu não me deleitava faz tempo. que venham todas as outras :-)
... imagino que o tatá e o fritz já devem estar no aeroporto ou na bahnhof de berna, ou quem sabe até mesmo já em algum trecho do começo da viagem que os traz até aqui. a rê fez plaquinhas pra levarmos pro aeroporto, onde estaremos às sete da matina de amanhã. cheguem logo, meninos, que a motorista particular de vocês está ansiosa! não é lindo estar 'de férias'? vai dar pra levar os meninos pros lugares todos durante esta semana! médicos, dentistas, comidinhas gostosas aos montes, passeios... quero ver termos tempo de fazer tudo o que eles planejaram!
... olho e olho pras caixinhas que vão ficar lindas. comecei a fazer oito, de uma vez só, na quinta-feira. dá um suuuuper trabalho, mas é tão gostoso! já lixei, limpei, e dei três passadas de tinta. falta mais uma passada, falta colar os papéis, passar a camada de cola, passar o verniz -- falta um mundo de coisas! demooooora três montes. mas vai ficar tudo o máximo! hehehe. (detalhe: não achei tinta da acrilex e acabei comprando outra. não devia, não devia, não devia! a acrilex é uma delícia de trabalhar, e a que acabei trazendo pra casa é uma caca...)
... babo nos guarda-roupas todos finalmente reorganizados! eu estava me devendo isso desde que voltei pra casa, em maio! rs. eu diria que esta semana passada foi bastante produtiva! aliás, diria mais que isso: que ela foi um novo marco pra mim :-)
... penso na delícia que foi o passeio de quinta-feira, que começou com um almoço com a mamis e quatro horas de muitas andanças, depois das quais, com os pés moídos e mil sorrisos estampados no rosto, voltei pra casa toda contente (e disposta a começar a trabalhar com as caixinhas e a começar a reorganização dos guarda-roupas, vai vendo!). eu contente/animada/empolgada tenho pilhas duracel, como bem diz a minha mãe.
... comemoro a vitória do time do coração. sempre que tem jogo e tou em casa, ligo a tv enquanto aproveito pra fazer reiki, e hoje foi diferente, isso. no primeiro gol, ouvi uns barulhinhos aqui no prédio. no segundo, gritos e comemorações. no terceiro, um monte de gente cantando 'o campeão voltou', junto com a torcida do estádio! normalmente as pessoas são mais discretas por aqui. no máximo ouço uns rojões e alguma criança gritando. hoje achei bem mais legal. ho!
... vejo que meu vizinho já colocou decoração de natal. três semanas atrás, fiquei chocada ao ver panetones à venda no super. faltavam mais de dois meses pras festas! lembro com saudades da época em que montávamos o presépio da casa da iaia, todos os netos fazendo a maior bagunça, sempre no sábado mais próximo ao dia 6 de dezembro, que era o dia 'certo' das decorações natalinas deixarem suas caixas e ganharem espaço espalhadas pela casa. a inês já me perguntou se eu vou montar a árvore, e eu pensando que não quero dedicar um quarto de ano devotado aos motivos natalinos. parece um pouco demais, não? quem sabe no meio de novembro... curiosidades: (1) minha mãe é completamente enlouquecida por decoração natalina, e assim sendo, a rê e eu temos váááárias coisas já herdadas e ganhas da mamis ao longo dos anos. (2) a primeira coisa que lembro ter comprado pra mim mesma, com cara de natal, é a minha peça favorita entre as muitas aqui de casa: um papai noel a-coisa-mais-fofa-do-mundo da nicci.
... fico contente com o fato de eu ter me livrado de dois dos vários quilos que insistiram em querer morar no meu corpo nos últimos seis meses. decidi na semana passada que não quero mais não caber nas minhas roupas. como AMO comer e não sei/consigo fazer regime nem que a vaca tussa, a estratégia é parar de comer chocolate. sempre funciona! eu quase morro com a síndrome da abstinência (exagerada!), mas ainda faltam quatro quilitos, e eu vou tirar todos eles de mim bem rapidinho, já que PRECISO voltar a comer chocolate o quanto antes! :-D
... descubro que é, sim, possível resistir ao irresistível. basta descobrir que aquilo nos machuca muito além do que podemos suportar e voilá: resistência garantida! (a não ser que você goste de sofrer, porque daí já são todos uns outros quinhentos, né?)
... escuto musiquinhas tão bacanas, e redescubro esse prazer imenso que eu tinha meio que deixado de lado. tão gostoso ouvir, cantar, se emocionar, dançar, sentir a música! quero muito mais disso todos os dias.
... sinto saudades imensas, como sempre, e penso em como lidar melhor com isso.
... ganho uma calça que está curta pra rê (que tem pelo menos dez centímetros a mais de perna que eu!). detalhe: hoje pela manhã vi uma moça no parque usando shorts de um azul mar-dos-sonhos, e pensei que queria ter algo daquela cor. agora adivinha a cor de metade da calça que eu ganhei! o exato mesmo tom de azul :-) detalhe número dois: a calça é linda e dá vontade de voltar a fazer qualquer tipo de exercício só pra ter a desculpa perfeita pra usá-la. (detalhe número três: desta semana a inscrição na academia não passa!)
... acho que
... percebo a necessidade urgente de trabalhar mais o amarelo (socorro). sendo mais específica, preciso aprender a aceitar e respeitar o tempo, o ritmo, a vontade, o jeito, TUDO do outro. posso não concordar, não gostar, não querer, não imitar, e não conviver com aquilo que não quero, mas PRECISO aprender a respeitar e aceitar as pessoas queridas como elas são. pense numa pessoa intolerante! agora imagine um sinal de igual na frente da pessoa escolhida. depois, coloque a minha fotinha na frente do sinal de igual. pronto! essa equação pode ser diferente daquelas às quais estou acostumada, mas é tão verdadeira que dói! preciso trabalhar e trabalhar pra conseguir colocar uma linha transversal em cima do sinal de igual, e não tem sido fácil, mas eu chego lá, me aguardem! a família toda vai agradacer tantos montes...
... ouço a rê contar que tem uma pesquisa alegando que um pouco de bebida alcólica por dia pode fazer as pessoas mais felizes. o fato de que chocolate tem seratonina, que age nos dando prazer, já foi comprovado faz tempo -- juntando as duas informações, olha que ótima desculpa pra se jogar nos bombons de licor! :-D adorei!
... fico embasbacada (sempre e mais uma vez e de novo) com o fato de tanta gente lembrar que eu existo nas horas em que mais estou precisando que elas lembrem. meu anjinho da guarda é o MAIS camarada, só pode, né? e eu acho isso o máximo, toda vez. obrigada, anjinho! e pronto, pronto, já passou a precisão toda aquela :-)
... tou indo dormir, que amanhã o dia começa de madrugada, com direito a plaquinhas e esperas em guarulhos!
adri
coisas que a gente não deve escrever em um blog
. toda semana tenho usado a mesma camiseta amarela LINDA com que fui pra vitória. *adorando*
. cheguei no meu recorde em termos de peso, como em 1990. no lado plus da balança. nem nos istêites eu não consegui engordar tanto! hello, seis meses de 'férias'! esta semana as coisas começam, que assim não dá, né?
. hoje acordei com muitos medos. mas essa foi só uma parte das sensações todas de um madrugar. do lado oposto existiram coisas outras tão diferentes (que, na verdade, de uma certa forma, por certas razões, alimentam os medos): aconchego, calor, tranquilidade, soninho, o dia amanhecendo, e toda a mágica que um gênio da lâmpada promete. medos escondidos debaixo do travesseiro, foi um acordar tão gostoso, tão gostoso!
. achei a caixinha da rê e fiquei super contente! as pequenas coisas, sempre elas, são as melhores. (com exceção do gênio da lâmpada, que é imenso. se bem que, né, ele sai de uma lâmpada pititica...)
. foi um domingo gostoso. comida boa, família boa, corrida quase boa (o máximo a explicação do wagner, única possível pra minha pergunta -- eu, toda perplexa, querendo saber como é possível o rubinho largar em primeiro e terminar em oitavo lugar, e o wagner me sai com a pérola: é que o rubinho corre pra trás...). final de tarde inquieta. eu no modo totalmente impossível/insupotável/socorro. horas depois, leituras depois, filme depois, decido dormir, já que são duas da manhã. até as 4 eu não consegui fazer outra coisa que não chorar como uma criança. eu gosto de chorar. muito. lava os olhos e a alma. me faz mais leve. mas de madrugada, sozinha, ninguém merece! da próxima vez vou pegar um filme BEM triste pra assistir :-P
. os livros, né? todos eles. obrigada, papai do céu, pelas pessoas que escrevem coisas bacanas! mais recentemente, li o dueto do stieg larsson já traduzido pro inglês e achei sensacional. thriller de dar gosto. quem recomendou foi um carinha que trabalhava no aeroporto de porto seguro. eu GOSTO de ler as indicações das gentes. porque os melhores livros são esses, sabe? e aí o con tinha me indicado o trio 'he, she, we', e eu li o he e não entendi lhufas. li o she e achei bacana. agora, o we, o que é o we? o we são todas as histórias da minha (e muito provavelmente da sua) vida, explicadinhas for dummies. insights sensacionais. recomendo assim MUITO, porque vale. (enquanto isso, a sis psicóloga lê o he pra me explicar o que acontece com o animus.)
. não quero mais brincar de dias chuvosos e nublados e frios. vamos passar pra fase em que o verão vai chegando? já estamos no final de outubro, pelamordedadá!
. por que, me diga, por que eu gosto TANTO dos cheiros e dos abraços e dos cabelos e de todas as coisas outras? um paraquedas pra me emprestar, alguém?
. eu sempre morro de saudades. porque quando a gente sempre foi uma quase-cigana, sempre tem pessoas queridas espalhadas ao redor do universo, sendo impossível reunir todas ao mesmo tempo agora (a não ser nos meus melhores sonhos, recorrentes, onde estão TODAS as gentes queridas na praia, comigo, todo mundo tão feliz que até parece que estamos todos num filme ou - ã - cof cof - num sonho).
. será que a mi vem mesmo pra cá daqui a pouco? antes disso, o tatá chega e passa uma semana na casa da mãe. depois disso, o rica chega pra passar 3 dias numa viagem que inclui sampa e são josé, provas e intimação de jantar feito por mim (posso abusar dos cofs cofs, please?). eu nunca mais cozinhei depois de vc sabe o que, e isso me faz achar que eu não sei mais cozinhar. vou levar o rica e a cris no aska e a sobremesa eu 'cozinho'! ho.
. esta semana ainda tem: ducha, bolsinhas coloridas de presente, caixinhas todas de uma vez, e, se eu for forte o suficiente, a mari.
. e a gente vai levando, igualzinho ao chico buarque, né não?
(note to self: ligar pro chico nãobuarque e marcar o almoço com o maumau - urgente)
adri
vila velha
um ano sempre tem os seus melhores momentos, certo? o finde em vitória foi desses. o melhor do ano, sem dúvida absolutamente nenhuma. sabe o que é passar setenta e duas horas rodeada de gentes queridíssimas? é das melhores coisas, let me tell you.
cheguei em vitória de camiseta amarela e blusa cor de rosa, e a mi já estava lá, me esperando. que saudade! que saudade! por que a gente se deixa sentir TANTA saudade das gentes queridas? a minha eterna desculpa de que nunca dá tempo de ver as gentes todas não me serve mais. conversamos um MONTE nos trinta segunos que o gley demorou pra nos encontrar no aeroporto. porque é assim que acontece: a gente revê alguém amado e quer saber tudo e contar tudo num piscar de olhos. e isso acontece. e é lindo. e aí eles me contam que vão esticar o finde e não vão trabalhar na tarde de sexta nem na manhã de domingo, por causa da visita (que nessas alturas já estava se sentindo inconveniente e TÃO absurdamente querida. afe.)
fomos almoçar, fomos fazer compras, fomos pra casa deles e não paramos um segundo de conversar. a mi e o gley e toda a família do gley foram os MELHORES anfitriões ever. na verdade, eu concluí que meus amigos sabem sempre receber MUITO melhor que eu, que sou absolutamente desnaturada nesse quesito. eu sirvo pra exemplificar bem direitinho o ditado que diz que em casa de ferreiro, o espeto é de pau.
vamos falar da casa. a gente estaciona o carro na garagem e dali vc pode escolher pra onde ir: pra escada que sobe à esquerda, pra escada que desce à direita, ou pra porta que há ali do lado da garagem. porque eles moram num lugar sensacional lá em vila velha, assim: no andar de baixo, o irmão do gley com a renata; no andar da garagem, os pais do gley, e no andar de cima, a mi e o gley. sensacional, eu achei. as 3 casas são separadíssimas (no dia em que alguém estiver de mau humor, pode ir pra sua prórpia casa sem cruzar com ninguém), e ao mesmo tempo juntíssimas! assim, as refeições são compartilhadas, e toda noite depois do jantar jogamos baralho. não é sensacional? achei maravilhoso. será que dá pra juntar TODOS os amigos e morar num esquema assim? hehe. pra quem adora gentes queridas por perto, e ao mesmo tempo também adora sua liberdade, essa coisa de morar junto e separado me pareceu incrível. ADOREI as refeições em família. AMEI o baralho à noitinha. eu quero encontrar a minha turma de baralho por aqui! alguém? alguém? porque baralho é coisa de velho, né? eu e mais ninguém amamos jogar baralho! e daí vou parar em vila velha justamente numa casa onde o pessoal adora jogar bisca! ha! pra se ter uma idéia do nível de gentileza dos anfitriões, eles me deixaram ganhar na minha última noite por lá! :-)
daí eu conheci a casa da mi, e ela é EXATAMENTE como eu achei que seria. porque a mi tem O MELHOR bom gosto. todo aquele que eu tento imitar, porque já faz muito tempo que sei que quando eu crescer, eu quero saber combinar as coisas como ela sabe. a casa é branquinha, arejada, gostosa, com uma vista incrível! o quarto do futuro baby foi o meu quarto. todo em branco e azul clarinho. todo lindo. com livros no criado-mudo (um deles de matemática!!!), e uma caixa LINDA de chocolates na cama. não é de querer chorar? eu gosto de cuidar das pessoas queridas, mas olha... isso de cuidar de TODOS os detalhes é de chorar, sabe? e acho que foi isso que fez com que o final de semana fosse o melhor: o carinho, o cuidado, as conversas, a companhia, as risadas! na cebeceira da cama, tinha um quadrinho que a mi fez de presente pra mim, e que hoje está na cabeceira da cama aqui de casa, onde ele estava fazendo falta. coisas que só uma SUPER amiga faz pra você: ela ADIVINHA do que você está precisando. ela já tinha adivinhado quando me ligou pra dizer que a gente TINHA que se ver. depois, ela adivinhou quando escolheu a MELHOR de todas as datas pra viagem (um finde que prometia ser bem tristonho e difícil e frustrante pra mim se tornou o melhor finde do ano). ela ainda adivinhou ao me proporcionar TUDO o que eu queria: companhia, cuidados, risadas, ar fresco, mar, baralho, conversas. e aí ela adivinhou em mais DUAS coisas incríveis: ela tampou o buraco da cabeceira da minha cama (onde existiam dois quadrinhos em branco, preto e azul, entre os quais numa outra vida estava pendurado um quadrinho lindo em branco e azul que foi desfeito e deu lugar a uma monstruosidade em vermelhos e pretos e rosas que não combinavam com NADA no quarto, o qual foi devidamente substituído pelo quadrinho que a mi adivinhou que tinha que ser branco e azul), e ela ajudou a sarar um dos meus maiores traumas de infância! daí as pessoas não entendem que eu AME os meus amigos de paixão, e eu fico boba. é óbvio que se ama quem está em sintonia com a gente, quem nos quer bem, quem nos salva de coisas ruins, quem nos diverte, quem compartilha as coisas todas conosco, quem é incrível. porque, sabe, esse casal que me recebeu em vitória é incrível em todos os sentidos. pessoas incríveis, profissionais incríveis, familiares incríveis, companhias incríveis, anfitriões incríveis, amigos incríveis. eu não só amo os meus amigos queridos -- eu os admiro, porque eles são pessoas absolutamente admiráveis. e eu, TODA a mais boba, agradeço, né? todos os dias, ao papai do céu. aos amigos queridos, agradeço sempre que posso. e fico aqui, esperando que algum dia eu possa fazer algo assim pra alguém, porque o que o mi e a gley me deram em setenda e duas horas não tem igual e não tem preço.
não lembro mais o que a gente fez na sexta-feira. a gente saiu pra comer pizza, eu acho. deliciosa, estava! lembrei da ju, porque tinha catupiry. lembrei do pará, porque tinha milho. falamos pelos cotovelos. vi o gley alegre e solto, de um jeito que eu não sabia que ele era. vi a mi radiante, toda mãe mesmo sem o ser ainda. fomos dormir cedo, eu cheia de sorrisos no rosto.
foto primeira: mi e eu no carro, saindo de casa no sábado pra almoçar e conhecer um pouco de vitória. 
sábado. acordei tarde! a mi teve A idéia MAIS incrível: a de ir não-sei-onde. ah, claro! nós fomos comprar papéis de origami, porque eu fiz uma kusudama pra eles, durante a viagem de avião, e o gley adorou e quis aprender a fazer também. a mi, SUPER cheia das melhores idéias, já imaginou móbiles de kusudamas. e lá fomos nós atrás dos tais papelitos. chegando na loja (que era imensa e me lembrou uma kalunga), eu vi as caixas e pronto. achei incríveis as caixas. todas elas esperando pra serem transformadas em coisas lindas. caixinhas pra artesanato, as caixas todas que eu vi ali. eu coração caixas desde sempre, não sei se você sabe. então me imagine no meio de prateleiras e mais prateleiras de caixas! a mi (sempre incrível), pensou em algo absolutamente impensável do meu ponto de vista. eu estava só olhando as caixas, como uma criança olha os brinquedos na loja, saca? eu babo naquilo de que gosto. a mi vai muito além. a mi já estava tendo idéias: dri, que tipo de caixa você está precisando em casa? que tipo de caixa você gostaria de ter? porque a gente pode comprar uma e eu te ensino a fazer, como aquele baleiro que você viu lá em casa... e aí pronto, né? alguém me segure. devo ter passado uns vinte minutos escolhendo caixas, porque eu não consegui comprar só uma, né? tive que comprar três: a minha pra bijuterias, as da mãe e da rê duas pititicas pra colocar uma plantinha dentro. saiba que um dos meus maiores traumas de infância envolve caixas e falta de habilidade manual total da minha parte. saiba que o baleiro que a mi tem na casa dela é uma graça, e foi ela quem fez. saiba que, ainda assim, eu estava morrendo de medo de me atrever a aprender a fazer uma caixinha bonitinha, tendo a quase certeza de que ela ia ficar horrorosa, como ficou a que eu fiz quando tinha seis anos de idade, enquanto todos os meus coleguinhas de classe exibiam seuas caixas lindas e enfeitadas. saiba que as únicas coisas que me convenceram a comprar as caixinhas foram o fato de eu amar caixas, e o fato de que, se eu fizesse alguma bobagem, sempre era possível lixar as caixas pra que a mi pudesse fazer algo bonitinho nelas. então tá. saímos de lá com caixas, guardanapos lindos, tinta, pincel, e papel de origami.
fomos almoçar. de frente pro mar. num lugar gostoso com um buffet enorme cheio de coisas boas. comi a torta capixaba (muito boa) e mais um monte de coisas. a mi e o gley ainda comeram sushi. do lado do restaurante, a sorveteria. puts. não resisti, claro. lá vamos nós com seis bolas de sorvete sentar na beirinha do mar! foto segunda: dridri (que não deixou ninguém tirar foto do sorvete, com vergonha das seis bolas) mostra o tamanho do sorvete sem saber que a mi estava com a máquina na mão! foto terceira: os perfis, porque a mi tem olho de fotógrafa e vê coisas que eu jamais veria. olha o meu rosto inteirinho na parte de baixo do rosto do gleydson! achei incrível. 

e bora passear? passamos por algumas praias, por uns lugares bacanas de vitória, e fomos visitar o convento. fotinhas quarta e quinta: mi e eu na frente das vistas de dois lados diferentes do convento. a cor do mar, vista dali, é impressionante! deu vontade de morar em vitória não só pra jogar baralho todas as noites e pra ter amigos queridíssimos por perto, mas pra ler livros e mais livros ali dos mirantes do convento, sentindo a brisa do maaaaarrr... 

lembrei muito do jens dali de cima, porque uma das vistas dá justamente pras estruturas que abrigam os fuzileiros navais brasileiros! *saudade* continuando o passeio, fomos à garoto. estava tudo fechado, então tiramos fotos no parquinho. ho. estrelando: dridri, a eterna criança! foto seis: pense batom! pense batom! peeeeense batom! :-) foto sete: não resisti e tive que sentar no colo do garotinho. foto oito: caso você não saiba, a fábrica da garoto é pra lá, ó! 


chega de passear? queremos ir pra casa fazer caixinhas! :-D e fomos. primeiro, lixamos as caixinhas todas com muito cuidado. depois, demos as primeiras e as segundas demãos de tinta nas caixinhas por dentro, por fora, nos lados, nas bordas, nos cantinhos. daí tem que esperar secar. nessa hora eu estava totalmente apavoradíssima. a tinta era transparente e devia ficar branca. as caixinhas estavam horrorosas. socorro, alguém me ajude, vou reviver meu trauma de infância. a mi me acalmou, né? que ela já tinha feito o baleiro e sabia que era assim mesmo. que depois de mais algumas demãos de tinta as caixas iam estar lindas. que era pra eu esperar e confiar. e enquanto esperamos... o gley largou os estudos e fomos os três fazer kusudamas! tão, tão legal, ensinar coisas legais pros amigos legais! iêi! :-) foto nove: lixando, lixando, lixando. foto dez: a mi e o gley dobram muitos papeizinhos. 

a noite chegou, nós jantamos, fizemos a segunda noite de bisca da minha viagem, conversamos, demos mais uma demão de tinta nas caixas todas, colamos pedaços de guardanapo em locais estratégicos, e fomos dormir!
já era domingo! acordei tarde, de novo. hahaha. dormi TÃO bem lá em vila velha... puts! uma delícia! tentei brincar com a kiu, que é a calopsita deles, mas ela definitivamente não foi nada com a minha cara. ela canta o hino nacional com o gley, e é muito legal! rs. tomamos café da manhã, finalizamos a parte tinta+guardanapo das caixas, e bora fazer almoço! (as caixas estavam BEM melhorer a esta altura do campeonato, antes que eu me esqueça de contar este 'detalhe'!) a macarronada da mi estava de-li-ci-o-sa. puts! passamos uma demão de verniz nas caixinhas, fiz uma sessão de reiki no gley e na mi, e saímos pra casa cor. fotos onze e doze: passando verniz nas caixinhas todas (reparem na bagunça que eu faço na casa dos meus anfitriões sensacionais, socorro! tem tintas e tubos e panos e papéis e colas e pincéis espalhados por todos os lados! 

desta vez o gleydson não foi, porque esse passeio era pedir um pouco demais da boa vontade dele! a mi e eu passeamos, vimos coisas legais, outras coisas bem feionas, e eu concluí que a casa cor espírito santo é muito muito menor que a daqui! rs. falamos sem parar, falamos bem e mal dos ambientes, colocamos muitas fofocas em dia, experimentei o meu mais novo vício (talento branco com frutas vermelhas, absolutamente sensacional), e fomos jantar no mesmo lugar onde a mi e o gley se casaram! era domingo e o lugar estava fechado. que pena! passeamos, então, um pouco por vitória, vi a ilha do boi, vi o mar no meio de casas e árvores, vi casas uaus, e daí fomos jantar 'telha'. ã? a 'telha' que comemos consistia em carne e cebola e batata, tudo assado numa telha! muito muito bom! voltamos pra casa e - tchãnã - as caixinhas estavam bacanas! :-) e eu ajudei a fazer todas! ai, que emoção, que felicidade, que orgulho! :-) bú, trauma de infância! xô! :-) mais baralho, à noite? siiiiiiiiim! eles até me deixaram ganhar! rs. e depois eu assisti a pedaços de uma partida de worms -- a mi estava jogando num note do meu lado, o gley no desktop do quarto, e o irmão dele no desktop do andar de baixo! todo mundo online num joguinho hilário! enquanto isso, passei um tempinho no netbook-meu-xodó (coisinha pequenininha fofa e sensacional que o gley me emprestou) lendo emails e afins.
e tão rápido, eis que chegou a segunda-feira! desta vez acordei cedo! porque o dia de ir embora implica em arrumar a mala e as coisas todas, né? minha mala estava cheia na ida, e o presentinho que levei pra mi foi na mão, dentro do avião, comigo. na volta, a mesma mala voltou muito mais cheia. eu ADORO organizar as coisas, e fiz caber na mala já cheia mais três caixinhas, um treco usado pra pintura cujo nome eu não sei, um rolinho e um pincel! uau. na mão, voltei com o quadrinho que ganhei de presente, que está hoje na cabeceira da minha cama. com o reiki do dia anterior, até o gley, que acorda às seis da matina todos os dias, acordou mais tarde! fomos todos pro shopping almoçar, eu já com saudades. claro que tinha uma sorveteria daquela da praia lá dentro do shopping! claro que eu peguei seis bolas de sorvete, de novo! os melhores: pitanga, jaboticaba, seriguela, pistache, goiaba, cereja! foto treze: o pote é fundo e no meu cabem seis bolas de sorvete divino! foto catorze: tomar sorvete dentro de um shopping, olhando pro mar? só em vitória! :-) 

e então fomos, né? rumo ao aeroporto. que remédio? compramos chocolates deliciosos antes de eu ir embora. claro. a mi me mima! e assim eu fui pra sala de embarque, e a mi e o gley foram trabalhar.
deu TODO um nó na garganta na volta pra casa. pela saudade que vou sentir dessa família inteira que me acolheu de forma tão especial. pela delícia que foram vitória e vila velha em TUDO o que eu vivi por lá. e também porque essa viagem resgatou montes de coisas que eu não tenho tido em casa e que eu não tenho tido faz tempo. eu surtei na semana que sucedeu a minha ida pra vitória, no melhor dos sentidos. o quadrinho que eu ganhei tem o 'keep calm and carry on' estampado, mas a mensagem que eu trouxe foi: breathe, rethink things, and GO! tou indo ;-)
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coisas muito importantes que eu deixei por último:
. a mi está magra. a mi está muito magra. a mi ainda está de regime e vai ficar mais magra. eu fiquei MUITO impressionada com o quanto ela perdeu de peso de dois anos pra cá! que orgulho da minha amiga querida, que orgulho! NADA como querer algo profundamente pra fazer tudo funcionar, né? a mi vai ser mamãe, e pra isso ela precisa emagrecer antes, então boralá! foto da mi magra: 
. a mi sabe das coisas de artes e fez um móbile de kusudama com a bolinha que eu levei pra eles. ficou muito muito muito legal, ó: 
. CLARO que tem foto de como ficaram as caixinhas! claro que tem! você acha que não? ha! apresento-lhes minha caixinha de bijoux e as duas caixinhas de natal que vão ser preenchidas com uma microplantinha cada, pra dar de presentinho pra mãe e pra rê! 


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